5 tendências de verificação de identidade que todo empregador deve conhecer

Irina Kovach
Global Chief Product Officer

Cada vez mais organizações estão incorporando a verificação de identidade como um elemento estratégico dentro do processo de contratação. Quando soluções e processos digitais adequados são implementados, é possível reduzir significativamente o risco de fraude de identidade e, ao mesmo tempo, fortalecer a confiança na força de trabalho.

À medida que essas soluções continuam evoluindo, empresas que adotam novas tecnologias e modelos de garantia de identidade multinível (IAL2) estarão mais preparadas para proteger suas operações e sua reputação.

A seguir, destacamos cinco tendências-chave em verificação digital de identidade que devem ganhar ainda mais relevância em 2026, com base nos insights mais recentes do setor:

1. Ameaças impulsionadas por IA: deepfakes e falsificações avançadas

A fraude de identidade gerada por inteligência artificial deixou de ser um risco periférico e passou a representar uma ameaça concreta para as organizações. Hoje, empregadores enfrentam um número crescente de fraudes sofisticadas por parte de candidatos, como identidades sintéticas e documentos manipulados com IA.

Deepfakes e outras falsificações digitais já representam um risco significativo. Pesquisas recentes indicam que 42,5% dos casos de fraude de identidade em 2024 envolveram algum tipo de crime cibernético impulsionado por IA.

Como as empresas podem se proteger? Muitas organizações estão adotando tecnologias como detecção de prova de vida (liveness detection), reconhecimento facial e autenticação multifator (via aplicativos autenticadores, por exemplo) para reduzir sua exposição a fraudes.

2. Garantia de identidade multinível

Os cibercriminosos utilizam táticas que evoluem rapidamente em nível de complexidade. Por isso, as empresas não podem mais depender de uma única verificação pontual durante o processo de contratação.

Soluções de verificação baseadas em IA e análise de dados ajudam a mitigar riscos, reduzir fricções na jornada do candidato e tornar os programas de background screening mais consistentes. Entre as principais práticas estão:

  • Elevação dos padrões de garantia de identidade: Implementar boas práticas ao longo de todo o processo de contratação, combinando diferentes métodos, como detecção de prova de vida com reconhecimento facial, validação de documentos de identidade, inteligência de telecomunicações e dispositivos, além de verificação e cruzamento de dados biográficos.
  • Algoritmos biométricos avançados: Novas tecnologias capazes de analisar a aparência física e microexpressões do candidato para identificar tentativas de fraude ou spoofing.

3. A verificação de identidade vai além do ambiente de trabalho tradicional

A contratação já não é um evento único. A expansão do trabalho remoto e híbrido trouxe novos riscos que exigem validações em diferentes etapas, desde a entrevista, passando pelo onboarding e incluindo os pontos futuros da jornada do empregado.

A verificação digital de identidade agora desempenha um papel essencial em:

  • Trabalho híbrido e remoto: Muitas empresas realizam verificações em múltiplos momentos da jornada do candidato, independentemente de onde ele esteja.
  • Segurança nas entrevistas: Controles de identidade estão sendo implementados cada vez mais cedo no ciclo de contratação, inclusive na fase de entrevistas. Já foram identificados casos em que deepfakes ou terceiros participaram de entrevistas remotas, situações descobertas apenas após a contratação de alguém que não era a mesma pessoa entrevistada.
  • Resposta do empregador: Equipes de RH podem fortalecer suas estratégias por meio de verificações por vídeo, plataformas seguras de onboarding e biometria comportamental.

4. Mudanças regulatórias: novos padrões de detecção de fraude

Órgãos reguladores estão elevando o nível de exigência em relação à verificação de identidade, e empresas que atuam em ambientes regulados ou de alto risco enfrentam padrões mais rigorosos.

Setores que já adotam o padrão IAL2 incluem bancos, instituições financeiras, organizações de saúde com acesso a prontuários eletrônicos, órgãos governamentais (como serviços fiscais) e empresas de telecomunicações responsáveis pela proteção de dados de clientes.

5. Identidade descentralizada (DID): inovação na gestão de credenciais

Uma nova geração de ferramentas de identidade está surgindo, com foco em portabilidade, privacidade e controle do usuário. Essas tecnologias começam a transformar a forma como empregadores validam credenciais.

Entre os principais avanços estão:

  • Identidades descentralizadas (DID) e credenciais verificáveis (VC): Permitem que indivíduos controlem e compartilhem suas credenciais, como histórico profissional e certificações, de forma segura e privada, sem depender de uma base de dados central. Isso facilita a comprovação de identidade sempre que necessário.
  • Processos mais rápidos, privados e portáteis: DIDs e VCs reduzem atritos no processo de contratação, permitindo que empregadores verifiquem credenciais de forma quase instantânea por meio de plataformas digitais e carteiras de identidade.

Preparando-se para o futuro da identidade digital

As tendências em verificação de identidade evoluem rapidamente, e as organizações precisam se manter atualizadas. De ameaças impulsionadas por IA a novos padrões regulatórios, o cenário de contratação em 2026 exige estratégias mais inteligentes, adaptáveis e resilientes.

Quer fortalecer seu programa de verificação de identidade? Entre em contato com a gente para explorar soluções que ajudem sua organização a construir um processo de contratação mais seguro e preparado contra fraudes.

Principais aprendizados

  • A fraude de identidade impulsionada por IA está crescendo, tornando essencial o uso de métodos avançados de detecção.
  • Verificações multinível são fundamentais para mitigar ameaças em constante evolução.

Soluções digitais de identidade podem ser integradas em qualquer etapa do processo de contratação, especialmente em contextos de trabalho remoto.

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